A história do surf é, certamente, repleta de atletas talentosos e ondas incríveis. Mas você sabe como tudo começou? Senta que lá vem história boa!

Foi em 1937 que o pai do paulista Osmar Gonçalves – considerado o pai do surf no Brasil – apareceu com um exemplar importado da revista Popular Mechanics. Dentro da revista, havia uma planta para construir uma prancha. O jovem Osmar e seus amigos João Roberto e Júlio Putz, não pensaram duas vezes.

Os três amigos construíram uma prancha de quase 4 metros de comprimento e que pesava 80 quilos. Com a ajuda de remos, Osmar caiu no mar pela primeira vez em 1938, nas ondas da praia do canal 3, em Santos, litoral paulista.

Chegada à costa carioca

A cidade maravilhosa entra nessa história quando, na década de 40, serviu de base naval aos aliados durante a Segunda Guerra Mundial. Os soldados americanos, que já conheciam e eram apaixonados pelo surf, fizeram questão de trazer suas pranchas e roupas especiais para explorar novas ondas.

No entanto, os primeiros surfistas cariocas surgiram apenas na década de 50. Os jovens usavam madeirite para dropar as ondas da Praia de Copacabana e, aos poucos, o esporte foi ganhando cada vez mais adeptos.

Já nos primórdios da história do surfe, nomes como Irencyr Beltrão, Paulo Preguiça e Jorge Paulo Lehman – trio que é ainda é celebrado nos dias atuais – começaram a se destacar pela destreza no manejo da prancha improvisada e das manobras nas ondas cariocas.

A influência Californiana

A década de 60, especificamente o ano de 1964, foi marcada pela chegada das primeiras pranchas feitas de fibra de vidro da Califórnia. Obviamente, aquelas pranchas leves revolucionaram o esporte.

As novas pranchas permitiam que o esporte fosse executado com maior agilidade e o alívio do peso favoreceu o surgimento de novas manobras. Foi exatamente por causa da prancha de fibra de vidro que o primeiro surfista a se tornar uma celebridade no meio surgiu: Arduíno Colassanti.

Mais do que um atleta, Arduíno partiu para uma carreira paralela no cinema e foi o conquistador das beldades do país na época. O surfista faleceu em 2014, aos 78 anos.

O profissionalismo chega ao Brasil

O esporte começou a ganhar profissionalismo na década de 70 e os primeiros surfistas profissionais começaram a aparecer. O mais importante foi Pepê (Pedro Paulo Lopes), vencedor do Waimea 5000, realizado na praia do Arpoador, em 1977. Porém, antes disso, Pepê já era conhecido no circuito de surf havaiano, o mais tradicional do mundo.

Em 1992, dois surfistas brasileiros começaram a ganhar fama no circuito mundial: Fábio Gouveia e Flávio Padaratz. A partir daí, mais e mais atletas brasileiros começaram a figurar no ranking dos melhores do mundo.

Em 2014, Gabriel Medina, um paulista natural de São Sebastião de apenas 20 anos, conquistou o título inédito de campeão mundial. No ano seguinte, foi Adriano de Souza, o Mineirinho, outro paulista natural do Guarujá, o grande campeão mundial do WSL (World Surf League), colocando o Brasil como uma referência do esporte e coroando a história do surf. Conheça os melhores surfistas brasileiros.

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