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O mar pode ser uma caixinha de surpresas quando se trata das ondas. Existem diferentes tipos de ondas e cada uma delas tem características específicas. Estas características são determinadas pelo fundo do oceano, vento, velocidade e quebra. No texto de hoje vamos conhecer os tipos mais comuns. Ficou interessado? Então continue lendo!

Como as ondas são formadas

Antes de explicar os diferentes tipos de ondas, vamos começar entendendo como elas são formadas. O processo de formação das ondas do mar começa bem longe da praia. O vento transfere energia para a água, causando pequenas deformações. A medida que o vento continua soprando essas deformações crescem aumentando tamanho, comprimento e velocidade.

Quanto maior a velocidade do vento, maiores as ondas criadas. E quanto mais tempo o vento soprar mais estável será o espectro da onda. Outro ponto fundamental na formação das ondas é o tipo de fundo. Eles que definem as características da onda, como ponto de quebra.

As ondas podem “viajar” por quilômetros, mesmo sem a ajuda do vento. Quando chegam próximas a costa, com a profundidade reduzida, ocorre um choque da crista da onda com o fundo e ela começa a quebrar.

1. Beach breaks

Beach breaks ou ondas de fundo areia são aquelas, como o nome diz, que quebram na areia. Como a areia se move ao longo do tempo, ocorrem variações no tamanho, velocidade, altura e local onde elas quebram (mais ou menos perto da costa). A maior parte das praias brasileiras são de característica beach break.

Pela característica do fundo são as mais indicadas para os iniciantes, pois são mais seguras em casos de quedas. Normalmente são ondas mais lentas e de curta duração. Apesar da questão da segurança, surfar uma beach break pode ser desafiador. Por sua variabilidade, é difícil determinar onde ela quebrará e qual o seu ponto de formação.

No Brasil, as praias mais famosas são Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha; Maresias, em São Paulo; Itacoatiara, no Rio de Janeiro.

2. Reef breaks

As reef breaks ou ondas fundo de coral são aquelas cujo fundo é composto de recifes e corais. As características dessas ondas são mais estáveis em comparação a beach break, já que o fundo não se altera com tanta facilidade, mas ainda são um pouco imprevisíveis. Além disso, são extremamente perigosas em casos de quedas. Não são recomendadas para surfistas iniciantes.

​As ondas são mais rápidas e fortes, sendo indicadas para surfistas intermediários e experientes. As características da onda ainda podem ser diferentes devido as alterações de profundidade entre o fundo do mar e o coral. Essas alterações podem provocar características distintas em cada praia.

No Brasil não são comuns as praias com essas características, mas temos algumas no litoral nordestino, como Scar Reef e Stella Martins, na Bahia; Pipa, no Rio Grande do Norte.

3. Point breaks

As ondas point breaks ou ondas fundo de pedras são aquelas formadas em fundo de pedra. Elas não possuem muitas variações em suas características, pois o fundo onde são formadas é estável. Também não são indicadas para iniciantes, pois as pedras do fundo podem ser perigosas em caso de quedas.

Elas são as ondas mais populares para aperfeiçoar as habilidades, já que podem ser longas – algumas chegam a ser surfadas por 3km.

No Brasil, os pontos mais comuns para encontrar point breaks são Matinhos, no Paraná; Laje de Jaguaruna e Praia da Silveira, em Santa Catarina.

4. Crumbly

Este tipo de onda não é muito forte, são ideais para quem está aprendendo a surfar. Isso se deve ao fato de não serem muito íngremes e nem muito rápidas. Além disso, são ótimas para os surfistas mais experientes, pois a face delas é ideal para praticar manobras e se aperfeiçoar.

5. Rivermouth waves

É um tipo de onda que se forma quando um rio deposita areia em um banco de areia já formado. São raras, mas são ondas espetaculares. É possível observar essas ondas onde tem o encontro de um rio com o mar.

Mundaka, na Espanha, é conhecida pelos surfistas como o local com as melhores ondas rivermouth. Por lá já aconteceram vários campeonatos mundiais e, em determinados dias, as ondas podem alcançar até cerca de trezentos metros.

6. Tubing

A onda tipo tubo é onda oca, e é a mais procurada pelos surfistas. Quem já teve a oportunidade de surfar em uma delas sempre descreve como uma experiência incrível, estar rodeado pela água ao mesmo tempo em que continua se movendo pela onda.

Para os iniciantes, o melhor é ficar longe delas. O ideal é continuar ganhando experiência em ondas mais fáceis para depois tentar a sorte em um tubo.

7. Reforms

É um tipo de onda que quebra e vai “morrendo”; ela passa por águas mais fundas e quebra novamente. Esse fenômeno é causado pela variação do fundo. Pode ser um banco de areia ou coral que fazem essa onda se juntar a próxima.

É muito comum que os surfistas mais experientes surfem a primeira parte da onda e deixem a segunda parte para os menos experientes.

8. Closeouts

As ondas do tipo closeouts são aquelas que quebram de uma vez, e não aos poucos. Além disso elas criam uma grande quantidade de espuma ao quebrar. Por isso, ela não é um tipo de onda ideal para o surf.

São ondas que não fazem a curva e elas não tem uma face aberta para o surf. É importante reconhecê-la para evitá-la, por não ser uma onda propícia ao esporte.

Como podemos ver existem diferentes tipos de ondas. Algumas são mais perigosas e devem ser surfadas apenas pelos veteranos do surf, enquanto outras são ótimas oportunidades para o iniciante aprender a surfar. É importante saber identificar cada uma delas, assim você sabe o que esperar e, principalmente, se é sua hora de enfrentá-la.​ Surfar é um esporte muito divertido e deve ser feito com segurança.

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